Bancos vão poder financiar imóveis até R$ 1,5 milhão com juros mais baixos

O FGTS não poderá ser utilizado nesta modalidade de financiamento.

No dia 30 de setembro, foi anunciado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que os bancos poderão financiar imóveis novos de até R$ 1,5 milhão com juros de até 12% ao ano. As instituições financeiras poderão destinar 6,5% dos recursos da poupança para essa modalidade de empréstimo.

O Conselho alterou as normas dos depósitos de poupança. Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos na caderneta para o crédito imobiliário. Desse total, 20% são destinados para operações de mercado e os 80% para operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia imóveis de menor valor.

FGTS

O SFH financia imóveis de até R$ 750 mil em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal e R$ 650 mil nos demais estados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a mudança, a parcela da poupança destinada ao SFH cairá de 52% para 45,5% (de 80% para 70%), com a criação da faixa de 6,5% a ser aplicada na faixa de crédito para moradias de até R$ 1,5 milhão.

Os juros dos financiamentos do SFH estão limitados a 12% ao ano. Segundo a chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), Sílvia Marques, o FGTS não será usado nos financiamentos para imóveis de até R$ 1,5 milhão com recursos da poupança, mas essa nova modalidade de crédito terá o mesmo teto para as taxas.

O ajuste do teto de financiamento é temporário, valendo por um ano. A expectativa é que a medida passe a vale por prazo indeterminado.

Mercado imobiliário

O objetivo da medida é ajudar as empresas a desafogar estoques dos imóveis mais caros, voltados para um público com maior poder aquisitivo, mas que tinha dificuldades de adquirir casa própria com as taxas de juros mais altas do sistema livre. Apesar de aliviar os estoques, a medida não deve impactar tanto o mercado. Uma das principais razões é que não houve aumento de recursos disponíveis para os bancos.

De janeiro a agosto, os saques na poupança superaram as aplicações em R$ 31,9 bilhões, segundo dados da Abecip (Associação do Setor de Crédito Imobiliário). Isso limita a oferta de crédito nos financiamentos ao SFH, que usa recursos da caderneta e do FGTS.

Com a mudança, a estimativa é que 5% dos imóveis prontos à venda no país possam ser financiados no SFH, segundo o economista Bruno Oliva, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), com base nos dados de associadas da Abrainc (Associação das Incorporadoras).

Fonte: Estado de Minas e Folha de São Paulo

 

Casa Grande Netimóveis

Da equipe de conteúdo da Casa Grande Netimóveis

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